Nozelos

O povoamento de Nozelos foi muito precoce também, de acordo com os vestígios arqueológicos que surgiram na sua área. No limite com Fiães, terá existido uma grande cidade romana, que a revista “Aquae Flaviae” de 1995, através do que resta daquele tempo, caracterizou da seguinte forma: “Esta fortificação foi com certeza das mais importantes desta região de Monforte. Superior à cidadania de Bobadela e rival da Tróia de Mairos. Tem uma superfície superior a dez mil metros quadrados, e o muro que a rodeava e fechava, era construído de pedra solta e rija argamassa. Foi construída na cumeada dum outeiro que avança sobre o ridente e aprazível vale de Tinhela e Nozelos, sendo por esse lado quase inacessível, ou pelo menos de dificílimo acesso, em virtude da muralha correr aí sobre um flanco de enormes rochas cortadas a prumo (…)”.
A primeira referência escrita sobre Nozelos aparece nas Inquirições de 1258. Denominava-se, então, “Luzelos” ou “Nuzelos”. A paróquia é muito antiga e sob a invocação de Nossa Senhora da Expectação. Foi curato de apresentação do Reitor de Oucidres. Na povoação, além da Igreja Matriz existe uma Capela erigida em honra de Santo Anastácio. Há ainda um cruzeiro e umas alminhas, na Rua do Pêro, próximo da Casa solarenga da família Montalvão.

No campanário da Igreja Matriz de Nozelos encontra-se um relógio de Sol vertical meridional em granito, com numeração árabe e gnómon em ferro. Não está datado. Para mais informações consultar o Livro de Relógios de Sol de Valpaços, pág. 106.

Na Capela de Nossa Senhora das Dores em Nozelos podemos ver um relógio de Sol vertical meridional em granito, com gnómon em ferro. A numeração vê-se muito mal mas parece-nos ser árabe. Para mais informações consultar o Livro de Relógio de Sol de Valpaços, pág. 110.

This website uses cookies to improve your experience. Cookie Policy