Mondim de Basto
Ruas antigas, casas de granito com varandas e postigos enfeitados com craveiros e sardinheiras, cantos e recantos emaranhados, becos, travessas e ruelas, bairros típicos da nossa terra, casas senhoriais e as suas armas, jardins particulares, nichos, capelas e alminhas, contos, lendas e histórias de um Mondim que, apesar de já não existir, persiste ainda no imaginário de todos nós. Por razões ainda não clarificadas o verdadeiro coração do burgo, desenvolveu-se, não em redor da Igreja Matriz, como é habitual, mas sim rodeando a capela do Santíssimo Sacramento e da Paixão do Senhor, elemento extremamente importante e aglutinador. É hoje um dos monumentos mais importantes do nosso concelho e a jóia deste percurso, pela riqueza patrimonial, cultural e religiosa que encerra.
Capela do Senhor – templo de estrutura Românica em granito com decoração barroca. Construída no último quartel do séc. XVI, conserva a volumetria, indícios do primitivo portal e restos de pintura, a fresco, na parede testeira da capela-mor, com a representação de S. Francisco e S. Cristóvão e a data de 1588.
Aqui tem assento a Irmandade do Santíssimo Sacramento e da Paixão do Senhor, vulgarmente conhecida como a Irmandade do Senhor e cuja fundação se perde na bruma dos tempos remetendo-nos, provavelmente, para os meados do século XVI. Aos irmãos da confraria, competia zelar pelo Senhor, organizar as manifestações religiosas da Semana Santa e organizar a solenidade do Corpo de Deus. Este templo terá servido de albergue aos peregrinos que demandavam o percurso de Mondim a caminho de Santiago de Compostela.
Relógio de Sol vertical meridional em granito com numeração árabe e gnómon en ferro.
Fotos do SIPA
Capela de Nossa Senhora da Piedade
A Capela de Nossa Senhora da Piedade foi construída no último quartel do séc. XVIII no espaço do actual cemitério e benzida em 1778, foi trasladada para o lugar presente, em 1923, a expensas do Comendador Alfredo Álvares de Carvalho, grande benemérito de Mondim. Apresentando planta centrada, oitavada, com corpo avançado e fachada em empena contracurvada, com portal de verga recta encimado por nicho com a imagem da padroeira, em pedra, este templo destaca-se pela originalidade da sua traça primitiva e pela qualidade do mobiliário de pedra, nomeadamente a base do púlpito e a pia de água benta. Reabilitada em 2007. A monumental escadaria em granito que dá acesso ao actual cemitério foi construída pelo benemérito António Cardoso para ligação à capela de Nossa Senhora da Piedade. Esta capela foi propositadamente construída para receber as cerimónias finais da antiquíssima Via-sacra, que ainda hoje é encenada anualmente. Este percurso tinha início no Olival do Senhor, foi recentemente recuperado e permite que sejam apreciadas algumas das antigas cruzes.
Foto do Google maps
Foto de Município de Mondim de Basto
Bilhó - Pioledo
Bilhó era inicialmente conhecida pelo nome de Ovelhó (Oveliola). No entanto, a história local refere que o termo Bilhó ou Beilhós deriva de castanha assada debulhada.
Na sua toponímia é significativo o topónimo Anta, provável reminiscência de algum abrigo ou túmulo megalítico. A presença de construções dolménicas e necrópoles (das quais de muitas já nem vestígios há) nas planuras do Alvão e em algumas chãs do Marão provam-nos que este maciço montanhoso foi habitado pelo menos desde o segundo milénio antes de Cristo.
Cruzeiro de António Dinis encimado por um relógio de Sol que tem no topo uma Cruz.
Esta foto é do SIPA e a da direita do Blog Relógios de Sol de Portugal
Na Serra do Alvão, entre Lamas de Olo e Fisgas do Ermelo, José João Roseira fotografou este relógio de Sol






