Reigoso

Na idade média, as villas de Reigoso e Sovereira eram coutos por padrões e as inquirições de 1258 revelam como senhorio o Alcaide Cerveira nestes termos: “Reygoso e Sovereira fuit de alcayde Cerveyra, et testavit tolum albergarie de Reygoso et es cautum per patronos; et Santa Crux habet comenda de ipso cauto”. Deste latim “aportuguesado” podem colher-se três linhas de força: o citado senhorio do Alcaide Cerveira; a oferta da Albergaria; a existência de um couto e da ligação com os frades crúzios de Coimbra. Etimologicamente, à semelhança do que acontece com Reigoso em Montalegre, pode estabelecer-se uma espécie de cadeia (tendo em conta que este topónimo se prende com a existência de muitas raízes) do seguinte modo: Radicosu > Radigoso > Raigoso >Reigoso.

Ladrugães é uma pequena aldeia de montanha localizada no concelho de Montalegre, na margem direita do Rio Rabagão. A sua história está intimamente ligada à evolução de Reigoso, à qual pertence, e insere-se na antiga província de Trás-os-Montes. Originalmente, Ladrugães esteve administrativamente anexa à freguesia de São Pedro de Covelo. Quando a comunidade de Reigoso alcançou a sua autonomia e “carta de alforria”, o lugar de Ladrugães acompanhou essa emancipação e passou a integrar a nova freguesia. 

 

O relógio de Sol aqui apresentado foi tirado da página “Todas as Aldeias do Alto Tâmega” de J.B. César.

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