Valongo

No que é actualmente o concelho de Valongo, a pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas. Vestígios toponímicos como “Evanta”, “Monte da Mamoa”, “Mamoa do Piolho” e outros, atestam a existência de monumentos funerários inerentes à ocupação destas zonas no período Neolítico.

A Casa Do Anjo é uma casa de habitação, de típica construção burguesa, datada de 1766 e de estilo barroco ao gosto rococó. Destaca-se pela fachada principal totalmente revestida a cantaria. Apresenta, ao nível do pavimento, porta larga e janela. Ao nível do andar nobre, encontra-se uma varanda com gradeamento de ferro suportado por mísulas figurando cabeças, sendo o acesso efetuado por duas portas que ladeiam uma imagem do Anjo S. Miguel. Remata a fachada uma cornija ricamente trabalhada. O edifício tem a particularidade de se encontrar dotado de relógio de sol e no seu interior destaca-se uma sala no 1.º andar com teto de masseira e uma fonte lavabo em granito. Neste edifício funcionou o primeiro hospital de Valongo inaugurado a 15 de Agosto de 1905. Integra-se no eixo antigo da cidade de Valongo. Por Decreto n.º 29/84 foi classificado como Imóvel de Interesse Público. Neste imóvel de interesse público podemos ver, por detrás de um tubo de descarga das águas da chuva, um relógio de Sol em pedra, datado de 1766, vertical meridional, com numeração romana e sem gnómon.
É de lamentar que a ignorância possa estragar peças de tão grande valor histórico.

Ermezinde

O nome Ermesinde tem várias explicações entre elas: No século IX, no ano de 890, aparece uma D. Ermezenda, filha de D. Gundezindo, donatário desta região e que fez ao demolido convento dos beneditinos de Rio Tinto, importantes doações. D. Ermezenda, pertencia ao convento das monjas de Rio Tinto e seria senhora das terras onde se encontra o lugar de Ermesinde, a dois quilómetros do lugar onde existiu o convento.

No jardim do Colégio de Ermesinde encontrámos um relógio de Sol num bloco de granito colocado sobre um poste também em pedra e encimado por um catavento. Numa das faces desse bloco paralelepipédico vê-se um gnómon em metal e adivinham-se as marcações já gastas do que terá sido um relógio de Sol. As outras faces do paralelepípedo não conseguimos fotografar por estarmos muito longe.

Desconhece-se a autoria desta torre em plena rua da cidade, podendo-se constatar que, pela data marcada na sua fachada (1915), terá sido um “devaneio” de um proprietário da época. Segundo dados do património da autarquia, esta construção não aparenta qualquer significado histórico, isto é de acordo com as soluções e metodologias construtivas evidenciadas no imóvel. No ângulo virado a Sul foi incrustado um relógio de Sol.

A quinta Vila Beatriz data de inícios do séc. XX e foi mandada edificar por Amadeu Ferreira de Sousa Vilar. O projeto do edifício é do arquiteto José Teixeira Lopes Júnior, de gosto eclético, possuindo características da “casa portuguesa” do início do século passado. O edifício encontra-se enriquecido por vistosos painéis azulejares da fábrica Aleluia, de Aveiro, com temas rurais e bucólicos. O edifício é torreado e possui ainda relógio de sol.

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