Vila Nova de Fozcoa
Nas suas raízes Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projectos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre, hoje Património da Humanidade.
Sebadelhe
No termo da freguesia de Sebadelhe não temos, por enquanto, referência de vestígios de relevo em relação a ocupações durante a Pré-História. Vários têm sido os historiadores a tentar referenciar, no lugar do Castelo, um provável Castro da Idade do Ferro. Disso estamos também convictos.
À semelhança de outras povoações, são do século XVIII alguns dos principais edifícios religiosos e particulares. Encontram-se neste caso a capela de Nossa Senhora da Piedade, a Capela de S. Sebastião e a Casa da Família Donas Boto.
Na Capela Santo António, anexa à Casa brasonada da família Donas Boto( sec. XVIII), encontrámos um bonito Relógio de Sol vertical meridional em pedra, sem data, com gnómon em ferro. Tem um formato muito original, mas está tão cheio de fungos que não se consegue perceber o seu quadrante.
Freixo de Numão
Há 5.000 anos, alguém decidiu que determinada zona do atual concelho de Vila Nova de Foz Coa era o local ideal para viver e assim se deu início à construção de um pequeno castelo no território que agora conhecemos como Freixo do Numão. Esta vila do distrito da Guarda ainda hoje preserva vestígios dessa construção muralhada, o chamado Castelo Velho, que, sucessivamente ocupado e abandonado ao longo de milénios, acumulou relíquias como cerâmicas decoradas com cordões e mamilos, restos da madeira das casas que se alinhariam junto às muralhas e resquícios de carvão utilizado para confeção alimentar e aquecimento. As atalaias calcolíticas do Monte de Santa Eufémia e os abrigos pré-históricos do Vale Ferreiro são outros testemunhos de ocupação antiquíssima, mas é a presença romana que mais está identificada em Freixo do Numão, como comprovado por escavações arqueológicas nas zonas da Casa Grande, do Adro da Igreja e do Largo de São João. Por toda a localidade há ainda vestígios de casas e villas romanas, assim como de lagares e lagaretas, reveladores da precoce importância da atividade agrícola e da produção de vinho neste território do Douro. A própria igreja matriz de Freixo do Numão é apontada como provável local de um anterior tempo religioso romano, erigido entre os séculos I e V.
Na Igreja Paroquial de Freixo de Numão, Igreja de S. Pedro, encontrámos um relógio de Sol em pedra, já muito apagado pelo tempo. É um relógio vertical meridional, sem gnómon.



