Viade de Baixo
A freguesia de Santa Maria de Viade orgulha-se do seu passado glorioso, de que retam vestígios notórios, às vezes, de muito difícil estudo por ausência total de documentos. Referimo-nos ao bonito solar dos Queridos no qual sobressai uma impressionante pedra de armas, dos Barrosos e Mouras, e a extinta capela de Santa Rita. A dificuldade de retirar da obscura poeira dos tempos a verdadeira história destes e doutros monumentos conduz à propagação do rosário de lendas que a tal respeito se contam.
Esta é a foto da Capela de Brandim em Viade de Baixo. Vê-se que tem um relógio de Sol, mas ainda não conseguimos a foto desse relógio. Se alguém a tiver e quiser colaborar agradecemos reconhecidamente.
Foto de Fernando Ribeiro – Olhares sobre um Reino Maravilhoso.
Antigo de Viade – Foto de J. B. César – Todas as Aldeias do Alto Tâmega
Parafita – Foto de J.B. César – Todas as Aldeias do Alto Tâmega
Fervidelas
Fervidelas: Ao redor do altar onde veneram o Santinho que foi peregrino de bordão, chapéu e cabacinha, Fervidelas abriga-se por trás do Oural, do frígido vento castelhano. A par de Cambeses é a freguesia mais alta de toda a montanha inter-fluvial. Apesar de se ter tornado independente há vários séculos, andou sempre anexada à sua vizinha Santa Maria de Viade por ser demasiado pequena em território e populações. Vale a pena percorrer os seus caminhos de montanha para admirar a cascata e o “castelo” de penedos empoleirados bem como o Monte Oural que traz com ele o nome quanto à riqueza de paisagens que dali se vislumbram.
Foto de Batista de Barros
Friães
Como em qualquer lugar que se prese também Friães possui uma grande e valiosa história cheia de tradição e magia nas suas lendas e contos antigos pelos mais idosos ainda recordados. Uma aldeia que da qual eu e talvez todos os seus habitantes desconhecesse data, mas que possivelmente remota do século XVI ou XVII com dados que comprovam, desde a capela de Santa Ana no centro da aldeia com mais de 300 anos, como o Livro de São Cipriano (3º Livro-Existia um Livro deste em cada aldeia com contos das Mesmas), o qual se desconhece o seu paradeiro certo mas que se sabe que se encontra ainda na aldeia e que data do século XVII contando Lendas, historias e superstições de Friães.
Entre tantas construções temos ainda um vasto numero de peças antepassadas tais como um relógio de sol no centro da aldeia, vários marcos, cruzes, nichos e alminhas espalhados pela aldeia e com centenas de anos de coisas pra contar. Temos ainda montes de diversidade biológica desde plantas a animais que não puderam ser vistos em mais nenhuma região alem de Tras os Montes. Aquele castanheiro junto ao café do povo (“Café Gonçalves, ou o “Armindo” como é conhecido”.) tem muitas histórias pra contar, ai ainda hoje se juntam nas tardes de verão de domingo pra coscuvilhar, saber as novidades e os contos da aldeia.





