Vila de Frade

Há aldeias que logo na primeira abordagem encantam. Foi assim que aconteceu há coisa de vinte e tal anos atrás, na minha primeira deslocação a Vila Frade e, nem sequer passei do largo de entrada. Uma largo de aldeia com ar urbano, onde se concentrava toda a vida que uma aldeia pode ter. A Igreja, a escola, o tanque público, a fonte e o fontanário e até jardins com frondosas árvores debaixo das quais não faltavam os sempre românticos bancos de madeira, tudo à volta de um grande largo, cheio de vida, com pessoas, crianças, cães e galinhas, um largo ainda terreiro que pouco depois viria a conhecer uma pavimentação a cubos de granito, para o tornar ainda mais atraente e urbana.

Relógio de Sol, ali mesmo a dar horas para o largo de entrada, mas que de tão camuflado que  está pela vegetação, seria tarefa impossível a sua descoberta e, se por um lado é pena que não esteja bem visível, por outro lado não cai na tentação dos ladrões como aconteceu ao relógio de Sol de Lamadarcos.

Texto e imagens de Fernando Ribeiro

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